Comércio de produtos piratas em São Paulo é grande, mesmo com Nota Fiscal Paulista, afirma Fecomercio.
Um dos benefícios do projeto é combater a pirataria
Apesar do projeto da Nota Fiscal Paulista, instituído desde outubro de 2007, pelo governo do estado de São Paulo, que visa diversos benefícios para comerciantes e consumidores, entre eles fortalecer o combate à pirataria, a atividade continua intensa em São Paulo. É o que mostra a pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) que afirma que os paulistanos estão diversificando suas compras e levando para casa mais itens falsificados. Foram entrevistados 900 consumidores na região metropolitana de São Paulo.
Segundo a pesquisa, 74,9% dos consumidores paulistanos conhecem o programa de incentivo fiscal e seus benefícios, contra 25,1% que desconhecem. Ainda que conheçam a Nota Fiscal Paulista, 56,5% não exigem sua emissão no ato da compra, contra 43,5%.
Mais de 60% dos paulistanos compram produtos piratas com freqüência em São Paulo. Entre os mais comercializados estão os CD´s (de jogos, músicas e software), que correspondem a 61,5% das compras, seguidos pelos aparelhos eletrônicos (13%), aparelhos de som e imagem (7,7%) e DVD´s (7,1%).
Os preços mais baixos foram o principal motivo alegado por 84% dos entrevistados para a compra dos produtos piratas, enquanto 15,3% deles afirmaram que preferem o comércio ilegal por conta da comodidade, como o fácil acesso em adquiri-los. Quando indagado sobre o valor de um produto pirateado, 80% acham que o valor corresponde a menos da metade do preço de um produto original e 15,3% acham que correspondem a metade do valor original. Para 33,7% o valor do ticket médio mensal gasto com produtos piratas é de R$ 10 a R$ 30, enquanto 30% gastam menos de R$ 10 e 13,9% consomem entre R$ 30 e R$ 40.
De acordo com 60% dos consumidores os produtos falsificados são adquiridos com camelôs e ambulantes, enquanto 40% compram diretamente nos centros comerciais informais como Shopping 25 de Março, Galeria Pagé, Stand Center, Promocenter, entre outros.
A pesquisa também mostra que embora o consumo dos produtos ilegais seja grande, 28,9% dos consumidores têm consciência que a pirataria prejudica os comerciantes, enquanto 26,1% afirmam que o governo é o maior prejudicado.
A Fecomercio é contra a pirataria por influenciar diretamente as vendas do comércio formal, uma vez que estes são vendidos a preços muito inferiores. Além disso, os vendedores não pagam impostos, não trabalham sob normas de segurança ou qualquer preocupação com a preservação do meio ambiente e estimulam, também, a formação de empregos informais e sem regulamentação.
Na análise da Fecomercio, a concorrência é desleal e prejudica diretamente empresários e trabalhadores de cada setor que concorre com a pirataria. A entidade julga que pode pressionar o governo a centrar esforços no combate à demanda dos produtos piratas, frisando os prejuízos que são causados para a economia como um todo e, principalmente, para o bolso de cada consumidor.
De acordo com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNPC), o comércio de produtos implica em perda de 2 milhões de empregados formais. São cerca de 2 milhões de novos consumidores que poderiam, potencialmente, consumir mais produtos do comércio e, aquecer a economia.
Clique aqui para detalhes sobre a pesquisa.
Mais Informações:
Ana Paula Rogers: aprogers@fecomercio.com.br
Aline Queiroz: aqueiroz@fecomercio.com.br
Giseli Cabrini: gcabrini@fecomercio.com.br
55 11 3254-1752 / 1754 / 1756